Ping-Pong de 95 Itens com o Escritor Walfrêdo Rodriguez Neto

Idade: 52 anos feitos em 29 de maio de 2008.

Altura: um metro e setenta e oito.

Tamanho do pé: 42

Peso: mais ou menos setenta e três quilos.

Estado civil: legalmente casado; emocionalmente, eterno namorado desde onze de novembro de mil novecentos e setenta e oito, ou seja há quase trinta anos.

Hora de acordar: seis horas da manhã.

Hora de dormir: dez horas da noite.

Como você se vê: Um artesão das palavras (um escritor) que busca atingir, com criatividade, a sensibilidade das pessoas e, com isso, contribuir para a construção de uma sociedade mais harmônica, tendo sempre como pano de fundo uma vida baseada na excelência de propósitos e ações, jamais desviados dos valores éticos.

Principal defeito: talvez por lutar tanto para acertar não consigo destacar um grande defeito na minha pessoa. Tenho, contudo, a plena consciência de que as pessoas é que encontram defeitos nas outras. Até alguns que nunca percebemos ou não queremos ver. Sinceramente, gostaria que os meus amigos enumerassem esses possíveis defeitos... Afinal, o maior defeito mesmo é não procurarmos a cura dos nossos males. De toda sorte, e que isso talvez sirva de consolo, o fato é que ter defeito é algo intrínseco à natureza humana e, com defeito ou não, devemos viver de acordo com o que nos diz a nossa alma. De toda sorte, tenho em meu favor o propósito inexcedível de caminhar seguindo os mandamentos de Deus.

Principal qualidade: ser leal, verdadeiro, autêntico e viver sempre na busca incessante da evolução como ser humano, ainda que algumas vezes venha a errar pensando em acertar.

Gostaria de ser: em alguns casos, mais tolerante; em outros, menos tolerante; e mais ousado.

Amor: quando a alma se revela em toda a sua plenitude.

Deus: uma palavra que explica a razão de estarmos aqui, de que nada que fazemos é em vão, e tem uma explicação, embora muitas delas esteja situada dentre os mistérios divinos e por isso não entendamos, com a mente medíocre dos humanos, o fato de a humanidade sofrer tanto.

Mulher: um ser indecifrável, porém totalmente indispensável e sublime.

Cor predileta: azul.

Prato preferido: bobó de camarão. No dia a dia: arroz, feijão, salada, bife ou galinha e uma pimentinha, de vez em quando.

Sobremesa: pode ser uma fruta, uma xícara média de café quase amargo, às vezes biscoitos.

Não come: cebola crua, jaca, manteiga, gorduras, frituras e peixe cru.

Roupa do dia a dia: calça jeans, camiseta básica (de preferência branca, embora ache que fico bem de preto) e sapato esporte ou tênis.

Roupa de trabalho: calça de sarja ou jeans, camiseta básica mais arrojada (de preferência sem gola e sem mangas), blazer (quando possível) e sapato esporte fino. Não gosto de gravata, muito embora por força da profissão de advogado me vi praticamente obrigado a usá-la durante quase toda a minha vida, não por escolha própria, mas em face de imposição social.

Perfume: eau de calandre feminino. Brinco com a minha esposa dizendo que gosto tanto de mulher que até o meu perfume é feminino.

Bebida: vinho tinto seco.

Vício: amar a minha mulher.

Time por que torce: Santos em São Paulo e Botafogo no Rio de Janeiro, por causa da inevitável influência de Pelé e Garrincha nos anos sessenta. Na minha cidade torço pelo Botafogo.

Ator nacional: Reinaldo Gonzaga.

Ator internacional: Charlton Heston.

Atriz nacional: Regina Duarte.

Atriz internacional: no momento estou admirando o trabalho de Julie Delpy.

Cantor nacional: Flávio Venturini, Jorge Vercilo e José Augusto.

Cantor internacional: Luís Miguel e Simple Red.

Cantora nacional: Ana Carolina.

Cantora internacional: Laura Pausini.

Música internacional: Moon river, Love is a many splendored thing e My way.

Música nacional: De tanto amor (Roberto e Erasmo Carlos), Você é linda (Caetano Veloso) e Praia nua (Jorge Vercilo).

Escritor nacional: consciente da injustiça que cometo em não citar outros tantos artesões da palavra escrita, tenho de reconhecer, por dever de justiça, a mágica pena de um José Lins do Rego, um Jorge Amado, um Érico Veríssimo, um Graciliano Ramos e um Machado de Assis.

Escritor internacional: William Shakespeare e Miguel de Cervantes, que, por sinal, numa coincidência histórica, morreram no mesmo dia 23 de abril de 1616, o primeiro com 52 anos em Stratford, Inglaterra, e o segundo, com 69 anos, em Madrid, Espanha. Em 2.016 completa-se quatro séculos de genialidade, que não se acabou com a morte. Além de Camões e Dante Alighieri, são, sem dúvida, os nomes mais antigos que permanecem sempre atuais na literatura mundial.

Livro internacional: O nome da rosa, de Umberto Eco. Evito aqui citar um clássico, que já tem um lugar ao sol em definitivo.

Livro nacional: A mulher que escreveu a bíblia, do gaúcho Moacyr Scliar. Evito aqui citar um clássico, que já tem um lugar ao sol em definitivo.

Filme internacional: A noviça rebelde (1965)

Filme nacional: O cangaceiro, do diretor Lima Barreto (1953).

Programa de TV a cabo: O Mundo da Literatura e Programa da Palavra (STV – Sesc/Senac TV), comandados, respectivamente, pelo jornalista Ricardo Soares e pelo professor Sergio Nogueira.

Programa de TV aberta: Bom dia Brasil e Jô Soares.

Mulher bonita nacional: Ana Hickman

Mulher bonita internacional: Jennifer Lopez

Homem bonito nacional: Pedrinho Aguinaga

Homem bonito internacional: Manolo Otero

Político nacional: Jefferson Peres

Político local: Ricardo Coutinho

Grande homem: Mahatma Gandhi, pela sua lição paradigmática e pragmática da antiviolência.

Grande mulher: Madre Tereza de Calcutá, pelo seu exemplo de inexcedível dedicação ao próximo.

Quem gostaria de ser: eu mesmo

Como gostaria de ser lembrado: como um escritor.

Um lado seu que preza: O meu lado romântico. A propósito, se as pessoas quiserem conhecer e avaliar mais profunda e definitivamente a minha porção romântica, basta assistir aos seguintes filmes que adoro, para ficar num total de dez, muito embora uma forte corrente venha a dizer que tudo não passa de água: “Não mereço você”, com Gianni Morandi (de 1963), “Al Di la”, com Tony Donahaue e Suzane Pleshette (1963), “Dio come ti amo”, com Mark Damon e Gigliola Cinquetti (de 1966), “Love 70) “Suzan e Jeremy” (O primeiro amor), com Robby Benson e Glynnis O’Connor (de 1973), “Amigos e Amantes” (Friends), com Anicée Alvina e Sean Bury (de 1971), e a seqüência Paul e Michelle, com os mesmos atores (de 1974), “Antes que amanheça”, com Ethan Hawke e Julie Delpy (1995) e a seqüência “Antes do pôr do sol”, com os mesmos atores (de 2004), e a obra-prima que revejo, religiosamente, todos os fins de ano: “A noviça rebelde”, com Julie Andrews e Cristopher Plumer (1965), talvez como uma forma de não afastar de mim o menino sonhador, inebriado com as coisas simples da vida. Importa salientar a beleza incomum e emblemática de todas as canções dos filmes citados.

Profissionais que admira: Advogado: Vamberto Augusto Costa e José Cleto Lima de Oliveira. Arquiteto: Fábio Galiza; Comediante: Zé Paraíba; Encanador: Seu Zeca; Engenheiro: Tadeu Pinto; Escritor: W. J. Solha; Jornalista: Evandro Nóbrega;

Magistrado: Ridalvo Costa e Nereu Santos;

Médico: Rozângela Fonseca;

Músico: Erick Von Sosthen e Francisco das Chagas Fernandes;

Personal Trainner: Noberto;

Pintor de paredes: Zé Ailton;

Professor: Francelino, João Trindade, Valdenora Nogueira e Ana Paula Colaço.

Frase dos outros: Entre tantas não menos importantes, “Não existe construção sem destruição”, do mestre Pablo Picasso, “A maior prova de caráter do homem é resistir às tentações”, de autor que desconheço.
Frase minha: “gosto tanto dela que até perto dela eu sinto saudades”.

Superstições: não tenho.

Manias: não tenho.

Sonhos de consumo: ser publicado por uma editora de peso; ser lido pelo maior número de pessoas possível e viajar pelo mundo, porque ninguém é de ferro, preferentemente divulgando a minha obra.

Maior medo: Da violência e de não encontrarmos, com toda a genialidade do espírito humano, um meio eficaz e eficiente que possa acabar com ela.

Morte: Algo sobre o qual nada podemos fazer.

O de que mais gosta? De amar e de escrever. Mas, também gosto de orar, conhecer lugares, pessoas, fazer exercícios físicos, ler, fazer pesquisas na internet, assistir TV, filmes, enfim, de coisas que normalmente as pessoas de modo geral gostam. Acima de tudo, adorar a Deus.

Do que menos gosta: Mesmo sem nunca ter provado, aquilo que reputo, sem qualquer dúvida, como o maior mal dos séculos: droga. Mas, existem outras coisas pelas quais eu não morro de amores, embora não desconheça a sua utilidade: celular, relógio de pulso, carro, motocicleta, apartamento, cartão de crédito. Também não suporto desonestidade, mentira, escândalos, barulho, desrespeito, deslealdade, enfim, de coisas que normalmente as pessoas de modo geral não gostam ou pelo menos não deveriam gostar, porque ofendem, no mínimo, o princípio da razoabilidade.

Pessoas de quem gosta: Minha mãe, minha namorada-mulher, meu filho, meus irmãos, enfim, minha família, além de duas amigas especiais, a estrelinha e a sol, e todas as pessoas que me fazem bem.

Programa de índio: Baile de formatura, casamento, aniversário de criança, e todo aquele que por uma razão inexplicável – mais forte do que nós mesmos – não gostamos de participar, o que não quer dizer, necessariamente, que não devemos participar.

Melhor programa: Sem qualquer sombra de dúvida, estar com a minha mulher.

Melhor programa com os outros: Reunirmos, eu e minha mulher com, no máximo, outro casal de amigos, para jogarmos conversa fora, ouvir um bom som, dançarmos se tivermos vontade, degustarmos um bom vinho, e saborearmos uma boa comida. Penso que dessa forma podemos dar atenção, de cada vez, a todas as pessoas como elas merecem. Não gosto de andar em bando. Não gosto de conversas dissipadas no vento.

Festas:
já gostei de boate (música dançante e freqüência limitada), barzinhos, etc. Hoje gosto de tranqüilidade, simplicidade, qualidade de vida.
Na verdade, amo a simplicidade.

Esportes que pratica: caminhada todos os dias, pelo menos uma hora pela praia, de preferência pela areia; musculação das segundas às sextas-feiras, o que venho fazendo há mais de dez anos, ininterruptamente;

Hobby:
andar a esmo pelas ruas da cidade, sentindo o chão e as pessoas; ler livros; arranhar um violão, que é o instrumento mais fácil de se tocar mal; navegar na internet, assistir TV (programação eclética) e, é claro, escrever.

Cidade: João Pessoa e Rio de Janeiro.

Cidades que gostaria de conhecer: Entre tantas, Tiradentes e Ouro Preto, em Minas Gerais, no Brasil; Salzburg e Viena na Áustria.

País: Brasil, mesmo porque ainda não tive a oportunidade de conhecer outro pessoalmente.

Cozinhar: com certeza não é a minha praia, embora teoricamente, até que tenho noção sobre alguma coisa, pois gosto muito de assistir, quando posso, programas de culinárias. Na prática, porém, nada sei, porque a minha mulher não deixa e não gosta que eu suje a cozinha. De todo modo, penso num futuro próximo fazer alguns pratos sem qualquer obrigação, por puro diletantismo e terapia ocupacional.

Momentos de felicidades: no ano de 1974, a coisa mais importante na minha vida era passar no vestibular (para a UFPB) e consegui ser o 61o dentre os aprovados para as 80 vagas relativas ao primeiro semestre de 1975; quando fui aprovado, no 20o lugar, no concurso para o Banco do Estado da Paraíba S/A (nessa época entrar num Banco era como entrar atualmente num Tribunal, algo totalmente “in”) e fui admitido aos dezenove anos em 10.12.1975 (meu primeiro emprego); quando conheci a minha mulher e começamos a namorar em 11.11.1978, ela com quinze anos e eu com vinte e dois; quando firmamos compromisso em 11.11.1979 e ficamos noivos em 31.12.1979; quando viajei pela primeira vez de avião para prestigiar com os meus pais e a minha irmã, nos meados de 1977, a formatura do meu irmão, um ano mais velho do que eu, na marinha mercante em Belém do Pará; quando me formei em 1979, no curso de Direito; quando me casei em 06.12.1980; quando o nosso filho nasceu em 01.10.1981; quando participei pela primeira vez do quadro de advogados de um escritório de advocacia, à época, do Dr. Hélio Lucena, que me recebeu muito bem, isso eu jamais esqueço porque tenho a gratidão como um dos meus valores atraentes, e abriu as portas para a minha estréia na profissão liberal; quando participei de quatro escritórios de advocacia, desta vez, como Sócio, no período de 1980 a 1993; quando ascendi para a carreira de advogado no ano de 1984, dentro do próprio Banco, e, principalmente , quando fui transferido para o Departamento de Contencioso e vi o meu nome constar da procuração “ad judicia”; quando ingressei, em 12.03.1993 no TRF da 5a Região por convite de eminente juiz daquela Corte; quando fiz um curso, juntamente com a minha esposa, ministrado por Lair Ribeiro, em julho de 1997, na cidade de Taubaté-SP, que me ajudou muito a repensar os meus caminhos; quando conclui de modo definitivo o meu primeiro romance em 20.10.2003; quando na manhã do lançamento do livro fiz a minha primeira entrevista em rádio, e a jornalista Alexandra Torres, da Rádio Correio da Paraíba, se referiu a minha pessoa pela primeira vez na vida como escritor; a noite de autógrafos do meu primeiro livro lançado em 25.05.2005, que eu reputo como um momento nirvânico da minha vida e, quando, na oportunidade, além de contar com familiares e amigos, tive o prazer quase surrealista de me ver apresentado pelo escritor, teatrólogo, cantor, artista multifacetado José Bezerra Filho, que havia sido o homem que há trinta e cinco anos havia me dito, ao ler uns manuscritos que eu lhe apresentara, ser algo de que eu iria rir quando virasse adulto, no que ele estava muito certo; quando me apresentei pela primeira vez como escritor nos programas da TV O Norte, comandado por Alex Filho e na TV Correio da Paraíba, de Tereza Madalena e na TV a cabo, com o jornalista “Gilson Renato”, que me entrevistou juntamente com a minha amiga escritora cronista e poetisa Cristina Guedes, durante quase uma hora; quando vi o meu livro exposto nas vitrines das principais livrarias da cidade, inclusive um banner que permaneceu por cerca de duas semanas no centro de uma delas; quando pessoas vieram me falar do livro; quando eu recebi um telefonema de Lair Ribeiro em minha casa em 25.10.2005, ou seja, depois de 8 anos quando eu freqüentara seu curso; quando entreguei um exemplar de “A Cidadela dos Felizes”, pessoalmente, ao cantor, compositor e instrumentista Flavio Venturini em um show do Projeto Seis e Meia, no Mag Shopping, em 04.04.2007; quando decidi elaborar o meu site na internet, e enfrentar de frente a carreira de escritor, propagando-a; quando concluí o meu segundo livro, em 17.06.2007; quando em 28.11.2007 lancei o meu segundo livro, o de crônicas “Palavras Dançarinas”, e tantos outros momentos inconfessáveis... Porém, o melhor momento foi quando, recentemente, descobri que Deus não é um arquivo para ser utilizado quando bem entendemos, mas que Ele é a nossa própria vida em todos os momentos... De modo geral, a maior felicidade mesmo é ver as pessoas felizes, realizando os seus sonhos ou, pelo menos, parte deles, por não acredito em sermos integralmente feliz es quando parte da humanidade não está.

Piores momentos na vida: vou citar apenas o pior, pois não gosto de falar das coisas que nos entristecem: quando acompanhei o sofrimento de meu pai na UTI durante sessenta dias antes dele transcender. O lado importante disso foi aprender com o sofrimento, que me fez uma melhor pessoa.
O de que mais gosta em uma mulher: A ternura, a alegria e, principalmente, o caráter.

O de que menos gosta em uma mulher: quando nega as suas virtudes para forjar uma personalidade que não possui de fato e que nada tem a ver com a sua alma. E, às vezes, troca o bom caráter por um péssimo apenas para se sentir agradável aos outros (os falsos, os hipócritas).

O de que mais gosta nas pessoas: o fato de conseguir ser verdadeira. Sou daqueles que a verdade deve ser dita, ainda que doa muito. É claro que, por um mínimo de civilidade, não precisamos dizer às pessoas com as quais não temos intimidade todas as verdades do mundo, tudo o que sentimos por elas mesmo sem querer... À parte disso, a verdade sempre deve ser a nossa bandeira, como prega a personagem Grall Fontella de “A Cidadela dos Felizes”. Posso também dizer que adoro pessoas que vivem se redescobrindo e buscando uma melhoria de si mesmas, o que, com certeza, repercute na convivência das pessoas e na
melhoria da sociedade.

O de que menos gosta nas pessoas: pessoas sem caráter, golpistas, que acham graça e se sentem bem em derrubar os outros, que querem se dar bem em tudo, ainda que para isso seja preciso fazer o mal. Também não me sinto bem com pessoas que não dão valor a vida, vivem reclamando de tudo, mesmo quando não tem nada do que reclamar. Prefiro uma pessoa verdadeira que não goste de mim e assuma do que uma falsa que diz que gosta apenas para me agradar. Fisicamente, o que mais atrai numa mulher: Pela ordem e sem a mínima hipocrisia: bunda, coxa, seios (que não precisam ser fartos, mas que também possam ser), cabelos (preferencialmente os bem compridos), olhos (e, mais ainda, o olhar) e boca (e, mais ainda, o beijo).

Coisa mais importante no relacionamento: Sem hipocrisias, o sexo. Não dizem que todo o caminho dá em Roma? No relacionamento todo caminho acaba no sexo. É ou não é? Quando a primeira vez: aos dezoito anos, com uma mulher da vida difícil num momento e lugar mais do que apropriado: à noite num bordel.

Sobre a convivência das pessoas: sempre achei que as pessoas tinham obrigação de darem certo, de se compreenderem... Hoje tenho a convicção de que não precisamos dar certos com todas elas. Para dar um exemplo bem radical, posso assegurar que é plenamente possível que uma mãe não se dê bem com o filho ou vice-versa. Isso não quer dizer que não se respeitem. Agora, imaginem o que não ocorre em toda a nossa sociedade... O remédio, ao meu sentir, é aceitarmos que nem sempre precisamos dar bem com todo mundo, inclusive familiares. O que não quer dizer que não se respeite os outros. Então, para convivermos bem às vezes é preciso não conviver. Faz-se necessário, até por respeito mútuo, o afastamento. Eu ajo assim. O que não quer dizer que o sentimento não possa mudar... Enfim, não posso obrigar alguém a gostar de mim. O sentimento é algo muito superior a nós mesmos. Temos de tolerar isso.

O que prende um homem a uma mulher: na verdade, a vontade deliberada de deixar-se prender. Afinal, todos sabem que o amor no primeiro momento independe de nós. Ele ataca sem que saibamos a razão e nos contamina como uma doença. Depois, quando o tempo passa, o amor perde a força, o viço, e quer fugir de nós, daí precisarmos ter como aliadas duas forças importantes: primeiramente, a nossa, de querermos permanecer amando e a da nossa companheira, de nos fazer a amarmos sempre, acreditando que precisamos vencer a nós mesmos, ainda quando tudo pareça ruir... De toda sorte, ninguém fica preso, ou pelo menos não
devia ficar, a alguém quando não deseja.

Lições de vida: deixar de procurar ou encontrar culpados por nossos erros ou mesmo tentativas de acertos que não deram certos. Não tentar mudar nos outros as suas crenças, bem como o modo peculiar que cada um tem de ver e viver a vida, emitindo opinião particular apenas quando solicitado para tanto, mas nunca tentando impor o que julgamento ser o melhor caminho. Saber dizer não quando a nossa própria natureza assim nos intui. Ser humilde para aceitar a ajuda de quem quer nos ajudar, bem como saber ser generoso e ajudar a quem precisa de nossa ajuda. A melhor lição da minha vida foi ter encontrado Deus.

Receita para a felicidade: Diferentemente do que, normalmente, as pessoas pensam, são inúmeras as fórmulas que podem ajudar a sermos felizes. Por exemplo, o encontro diário que devemos ter com nós mesmos; uma vida vivida com simplicidade, mas sempre com alma; o respeito humano; além de sabermos aceitar serenamente os desígnios de Deus. A melhor receita, porém, é mantermos um relacionamento estreito e diário com Deus.

Curiosidades: nasci numa quarta-feira, minha mulher numa quinta-feira e nosso filho numa sexta-feira. Claro que em anos diferentes. O meu nome completo, o da minha mulher e o do meu filho tem os mesmos números de letras, embora nada disso fosse planejado. Como também a palavra escritor tem o mesmo número de letras de Walfrêdo, ou seja, oito.

Arrependimento: nenhum. Graças a Deus, aprendi a ter a capacidade de aceitar tudo o que foi feito ou não feito, mas, com certeza, não faria tudo do mesmo jeito se soubesse prevê o futuro. Aliás, quem faria? De toda sorte, por mais estranho que possa parecer, a incerteza é que dá um certo gosto especial à vida.

Desabafo:
exceções à parte, as pessoas, principalmente as mais próximas, por incrível que possa parecer, não entendem (ou não querem entender) a importância da realização dos nossos sonhos (que nada mais significa do que a mais genuína expressão da nossa vida, o porquê de estarmos aqui). E, ainda que pensem estar agindo de forma correta (pois querem o nosso melhor bem), não aceitam que busquemos outros caminhos que não os que normalmente são trilhados. Como se o mundo tivesse de ser somente ocupados por pessoas que agem ou devam agir sempre da mesma maneira e que não possam viver a emoção em toda a sua
plenitude.

Pecado capital: não é possível mensuramos o nível de nossos pecados, talvez tenhamos um pouco de cada um; não acredita? Então que atire a primeira pedra... Porém o pior pecado é termos a consciência de pratica-lo novamente e nada fazermos para evita-lo.

Coisas que não pretende realizar nunca e que não tem a mínima vontade de fazer: esportes radicais, tipo pular de uma ponte amarrado num elástico, saltar de pára-quedas, asa-delta, mergulho, entrar em cavernas subterrâneas, escalar montanhas... Isso não me dar prazer algum.

Coisas que pretende realizar e que tem a máxima vontade de fazer: entre tantas coisas, aquela famosa viagenzinha pelo mundo, conhecer novos lugares, novas pessoas, novas culturas (quem nunca pensou nisso?); o caminho de Santiago de Compostella pela rota mais longa, iniciando na França, cerca de 900 km, em 45 dias; fazer um curso com Anthony Robbins em Namale, nas ilhas Fiji; uma viagem à Europa, visitando Portugal, Itália, preferentemente os menores povoados, e Áustria, nesta conhecendo pormenorizadamente todos os locais das cenas do filme “A noviça rebelde”, em Salzburg, e do filme “Antes que amanheça”, em Viena.

O que você gostaria de ser e acha que não é:
às vezes gostaria de ser mais aventureiro – o que não me surpreende já que a aventura é a 13a colocada na minha lista de valores atraentes -. Aventureiro, no sentido de deixar as coisas fluírem sem tanto apego aos métodos de vida comum. Tipo: viajar pelo mundo sem pensar no dia do amanhã, sem qualquer preocupação... Sei que não estou sozinho nesse barco.

O que faz todos os dias 31 de dezembro:
desde 1996 que assisto as cinco fitas do curso de Lair Ribeiro, intitulado “O sucesso não ocorre por ocaso”, da editora “Três”. É uma coisa que me faz bem, um momento mágico que me ajuda a repensar a vida. Além disso, revisito, reescrevendo com muita concentração, as minhas metas para o decênio vindouro. E, é claro, celebro a vida, porque, no fim das contas, o que interessa mesmo é o aqui e o agora. O momento mais divino é prestar minhas contas a Deus e agradecer pela minha existência.

Uma mensagem final:
Fazer o possível todo mundo é capaz de fazer. O divertido e desafiante – apesar de não ser fácil - é fazer o impossível, algo que tenha uma razão maior de ser e possa até ser visto, a priori, como algo inatingível. Porém, somente tem valor se as ações para a transformação do impossível em possível forem sempre norteadas pela ética e que venham do fundo da alma, do mais nobre sentimento. Existe uma obsessão mais magnífica do que criar um futuro irresistível? Afinal, como diz o padre Lauro Trevisan, “a vida é uma festa”.