- Romance:
“A Cidadela dos Felizes”

Uma produção independente, publicada pela Gráfica e Editora Imprell, e que contou com o magistral apoio de “O Sebo Cultural” - www.osebocultural.com.br que cedeu o seu espaço para o lançamento da obra em 25 de maio de 2005, em João Pessoa-PB.


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Prólogo

Meia luz. Luzes de castiçais. Fachos de luz tênue, ora esverdeada, ora violeta, disparados pelo paciente Yago de um pequeno canhão montado de modo estratégico do lado avesso do palco. Luzes dirigidas apenas para a parte central da mesa onde repousa um solitário microfone. Bem acima do estreito tablado de madeira escura e antiga, magistralmente polida, mais propriamente no núcleo e quase próxima aos fundos e um pouco acima da extensa mesa de conferência, forrada por uma toalha de um vermelho escarlate, uma figura de esplêndida ave negra, fulgurante, salpicada com alternados tons prateados e dourados. Artisticamente montada numa estrutura de aço galvanizado, jaz dependurada por fios invisíveis a olho nu, dando a impressão de voar imponente em meio a uma música de fundo a instigar, mais ainda, a curiosidade das pessoas acomodadas em poltronas previamente escolhidas no pequeno e frio auditório. Grall Fontella sente-se triunfante como nunca. Ao entrar em cena, não consegue desvencilhar-se do cultivado orgulho da Fênix que ousara construir com paciência infinita, de modo especial para aquele momento que, certamente, não mais irá se repetir em toda a sua vida. A alegoria é inspiradora, como ele queria e lutara para isso. Mais do que ninguém, Grall entendia a alma humana e sabia da carência das pessoas por tudo que é belo e vibrante. Não imaginava ele, todavia, que a platéia, embora admirada com a obra de arte, se mostrava mais intrigada com o pequeno divã - coberto por um exuberante tapete persa - ao lado direito da grande mesa. Por que razão estava ali, contrastando com a beleza da ave? Quando Grall apareceu por trás do cenário, andando mansamente e senhor de si, usava o mesmo tipo caricato de indumentária – túnica e capuz - que todos ali presentes se viram obrigados a vestir, porém numa cor branca imaculada. As pessoas permaneciam curiosas. Cada uma razoavelmente distanciada da outra, como Grall queria. “Um exagero de detalhes”, pensavam. Tudo aquilo devia simbolizar alguma coisa. Não apenas mais um sintoma da conhecida excentricidade do anfitrião. Tinha de haver um sentido maior para que estivessem todos reunidos, doando mais um tempo precioso de suas vidas. Nada podia ser em vão. Contudo, sequer podiam avaliar que, até poucos momentos antes, no voluntário recato do seu aposento, o festejado conselheiro matrimonial rememorara toda a saga que percorrera até atingir aquele momento catártico. Não haveria de ser apenas mais uma das tantas conferências técnicas que aprendera a fazer – e bem - em sua trajetória de vida. Quase cem dias foram vencidos. E vividos intensamente cada um. Para ser exato: noventa e oito dias. E agora Grall ia definitivamente saber se valera à pena tanta dedicação.


Opiniões de Leitores do romance
 

De uma maneira muito interessante, o autor nos leva a questionar a nossa felicidade, a abrirmos inteiramente a nossa alma, se desnudando de nossas máscaras e fazendo uma reviravolta em nossas vidas. Uma leitura gostosa e emocionante.” (Flora Kátia Lyra – psicóloga)

“... é um livro ‘denso’... ...imaginem elaborar um romance de quase oitocentas páginas e, Walfredo fez com simplicidade e modéstia que lhes são especiais.” (Vamberto Costa – advogado (da crônica “Surtos literários”, caderno A, pág. 6, do jornal Correio da Paraíba, de 22 de junho de 2005)

“A Cidadela dos Felizes é um romance surpreendente, e nos mostra o quanto é importante e primordial lutarmos pelo amor verdadeiro em nossos relacionamentos” (Andréa Fernandes da Silva – administradora)

“Várias estórias sobre crises conjugais, desenvolvidas com muita criatividade e estilo, em um ambiente atualizado e que surpreende a cada momento. Excelente!” (José Reinolds Cardoso Melo – engenheiro e professor universitário)

“Achei de excelente qualidade o livro “A Cidadela dos Felizes’ de Walfredo R. Neto. Trata-se de literatura inteligente e intrigante. Consegue atrair nossa atenção e curiosidade. Comparo-o a ‘Cem Anos de Solidão’ de Gabriel Garcia Marques’” (Patrícia Aquino – médica)

“’Cidadela dos Felizes’ é uma obra extremamente atual, mas que preserva os mais simples valores e sentimentos humanos. À medida que o enredo se desenvolve, instiga o leitor e atiça sua curiosidade de saber se o propósito exposto pelas personagens foi alcançado: a busca da felicidade!” (Anna Christina F. P. d’Ávila Lins – estudante de direito)

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